sábado, 11 de julho de 2009

Berlim, dia I

A cidade impressiona! Pela magnificência dos seus edifícios, pela arquitectura, mas também (deliberadamente) pela memoria dos acontecimentos do ultimo século. Quase tudo aqui faz a isso referência.
Começámos pela Alexanderplatz, e logo ai nos deparámos com uma exposição (ao ar livre) alusiva ao muro de Berlim. A praça já de si e um símbolo importante, pois aqui se realizaram grandes manifestações. Não tem edifícios antigos, mas a arquitectura é interessante. Ao fundo, a famosa torre de televisão (Fernsehturm, um dos "postais" de Berlim.

Prosseguimos para a Nikolaiviertel, "coração" histórico de Berlim - fundado no Século XVIII. Trata-se de um pequeno quarteirão sem carros, muito diferente do resto da cidade, com as suas ruas estreitas e casas típicas, em redor da igreja mais antiga da cidade.

Seguimos em direcção à mais famosa avenida de Berlim, a Unter den Linden (alemão: por baixo das tílias), bela com os seus edifícios históricos, e que termina na construção que vemos nas moedas Alemãs de 10, 20 e 50 cêntimos - a Porta de Brandenburgo. Mas antes de lá chegarmos, ainda nos desviámos para a Gendarmenmarkt, uma das mais belas praças da cidade com as suas duas catedrais gémeas (a Francesa e a Alemã) e depois para a Friedrichstrasse com os suas inúmeros templos de consumo - incluindo as Galerias Lafayette, entre outras chiquíssimas (destaque para o Quartier 206).

Mais à frente, um dos pontos mais conhecidos da cidade, Checkpoint Charlie, que em tempos idos se tornou o símbolo da Guerra Fria representando a separação entre este o oeste. Hoje continua lá (uma réplica), como testemunho desse tempo, com "soldados" a dar um ar convincente à encenação.

De regresso à Unter den Linden e desta vez até à Porta de Brandenburgo, a única antiga porta de Berlim ainda existente e que escapou milagrosamente à II Guerra Mundial, apesar de gravemente danificada. Mais um símbolo do muro de Berlim, já que passava precisamente por aqui e servia como uma das portas de passagem.

Depois da pausa do almoço e do café fenomenal (fazendo mesmo lembrar Porgtual) numa trattoria, perto da estação S+U Friedrichstrasse (fica registado para lá voltar), fomos explorar Berlim Ocidental. Os contrastes são evidentes. Na parte Oriental predominam as avenidas largas e ainda se vêem bastantes "edifícios em bloco". É também onde se encontram a maioria dos monumentos. Já na parte Ocidental as ruas são mais estreitas, há mais comércio. Chegados à Kurfürstendamm, ou simplesmente Ku'damm, gigantesca rua apinhada de pessoas e lojas, deparámo-nos com aquele que para mim me ficou na retina como o mais impressionante e comovente marco da guerra em Berlim - a igreja memorial Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche. Semi-destruída por um "raid" aéreo em 1943, foi deixado propositadamente em ruínas e à qual foram adicionados outros edifícios nos anos 60, seguindo um projecto notável de arquitectura carregado de simbolismo. O jantar, por sugestão do nosso "guia verde" foi num pequeno e típico restaurante lá perto, o Marjellchen, com especialidades locais num espírito e ambiente verdadeiramente familiar.

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