segunda-feira, 20 de junho de 2011

Munique

Foi uma boa surpresa terem-me pedido para ir a Munique nos primeiros dias que tinha previsto ir trabalhar. Boa não pela ida em si mas porque me propuseram voar directamente do Porto sem ter que ir a Eindhoven e portanto além de evitar ter de ir no voo das 6h40 ainda ganhei mais umas horas em Portugal.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Primeira ida a Portugal a três

Escolhemos ir pela TAP pelo conforto. Apesar de ser para nós mais difícil do que partir de Eindhoven, a entrada no avião e a atenção do pessoal de bordo compensaria. Infelizmente no Porto não usaram a "manga" e tivemos de ir de autocarro até ao terminal (já tem acontecido noutras vezes). Muito estranho este "poupar de custos". As vantagens de voar na TAP são cada vez menos...

O regresso é só daqui por quase mês e meio. Mas eu não podia gastar tantas férias, por isso terei de fazer um "interregno" de duas semanas. Vai ser difícil mas tem de ser... Entretanto a Maria Luísa está ansiosa por conhecer a família e amigos dos pais!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A historia do registo da Maria Luisa - Parte III

Depois de uma ida frustrada a Haia, desta vez fomos com a Maria Luísa - a sua primeira viagem!

Correu tudo bem, o registo foi feito, a Maria Luísa tem finalmente nacionalidade!Enviei no mesmo dia o documento comprovativo de registo a Câmara. Agora teriam que corrigir o seu próprio registo que efetuaram, emitido por quem de direito. Mais um volte-face: a mudança de registo teria de passar pelo oficial de justiça e que o processo demoraria cerca de meio ano (!!!). Entretanto a Maria Luísa terá de viver com dois nomes, um na Holanda e outro em Portugal. Para ela, tudo bem, para nós, confusão. Enfim, burocracias. Será que a história do registo fica por aqui?

sexta-feira, 6 de maio de 2011

A historia do registo da Maria Luisa - Parte II

Liguei para o Consulado Português e contei a incrível história. Não ficaram surpresos, aparentemente é prática corrente esta incompetência, que me resolveriam o assunto na hora. Confirmei que estariam abertos, não fosse dar com o nariz na porta.

Assim sendo lá fui - a Haia, tendo que perder um dia de férias. Cheguei e vi a sala de espera apinhada. Tirei uma senha e esperei. Duas horas. Mal chegou a minha vez (12:30) o funcionário pergunta-me ao que ia e quando disse que era para registo de nascimento diz-me que não era possível, demorava muito tempo, tinham que fechar para almoço e que aparecesse noutro dia. Recusei, expliquei que tinha vindo de longe e que me tinham dito que estava aberto. Foram sensíveis e lá me atenderam. Recomendaram-que da próxima levasse a Maria Luísa, para ter prioridade (!!!). Não levei, tem só duas semanas de vida, pareceu-me um pouco violento sujeitá-a a 3 horas de viagem.

Iniciou-se o processo, mas faltava um papel - o registo de nascimento. Na câmara não mo deram... (obrigado mais uma vez!). Não havia hipótese, teria de lá voltar. E a Maria Luísa teria mesmo de ir, porque precisava de ser vista para receber o cartão do cidadão.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A historia do registo da Maria Luisa

Avisado dos habituais problemas com que se depara um estrangeiro para registo de nascimento, decidi atempadamente verificar as condições. Na câmara municipal disseram'me que não haveria qualquer problema, poderia escolher os nomes à vontade, de acordo com o que a Lei Portuguesa permite. Fiquei descansado.

Hoje lá fui (tem de ser feito até três dias uteis depois do nascimento). Indiquei o nome que tínhamos escolhido e começamos a tratar da papelada. O funcionário olhou para o computador, voltou a olhar para o nome e sai-se com esta: «Vamos ter de registar a criança de acordo com as regras holandesas» (isto é, todos os sobrenomes da mãe e todos os sobrenomes do pai). Não era isso que queríamos, então para que é que olhou para a Lei Portuguesa? Porque, segundo ele, a criança não tem nacionalidade (pudera, acabou de nascer) e por isso as regras a seguir são as do país onde nasce. Apesar de a única nacionalidade a que teria direito ser a Portuguesa - e eles saberem disso. Enfim, burocracias. Mais trabalho para nós, que depois temos de mudar o nome, e para eles, que têm de mudar os registos.

Prosseguimos... até me dizerem que não estávamos casados de acordo com os registos holandeses (ou seja, nunca mudamos o estado civil aqui). Erro nosso. A consequência era agora que não podia registar a Maria Luísa também em meu nome - seria órfã de pai - até entregar o registo (internacional) de casamento. Perguntei o que aconteceria se não fosse de facto casado, poderia ser na mesma o pai? «Sim», responderam-me, «mas o problema é que nos indicou que era casado»... Ora bolas, que fui eu dizer?...

«Continuemos, vamos registar a criança só em nome da mãe» (faz-me lembrar uma canção fantástica agora na moda). Disseram-me que depois seria imediatamente corrigido e sem custos, assim que entregasse a certidão de casamento. Não fiquei convencido, mas vamos dar o benefício da dúvida.



sábado, 23 de abril de 2011

E agora as coisas boas

Correu tudo bem, é certo, e talvez por isso só temos que dizer bem. E para ser justos temos de fazê-lo.

Desde logo pelo acompanhamento que foi dado ao longo da gravidez. Consultas com um médico rondaram a dezena. Foi-nos mesmo dito que a fasquia para atendimento era muito baixa, ou seja, marcar uma consulta em caso de necessidade seria fácil, ao contrário do normal.

Tivemos oportunidade de visitar as salas de parto numa sessão organizada pelo hospital. As condições não são más, mas o hospital terá novas instalações muito em breve (a Maria Luísa foi das últimas a nascer no hospital antigo, o que também é de registar).

As águas rebentaram no Domingo à noite. Fomos para o hospital. Sabíamos que não era como nos filmes e por isso fomos com calma. Chegámos, fez-se a consulta e o trabalho de parto não tinha começado. Na Holanda espera-se até 48 horas depois de rebentar as águas e só então se induz o parto. Em Portugal espera-se apenas 12 horas. Há um risco de infecção, mas na Holanda são adeptos de partos naturais, evitar tudo o que seja medicação.

As 48 horas passaram, algumas idas ao hospital para controlo, e nada. O parto seria induzido e ficou marcado para a manhã seguinte. Vinte de Abril, seria este o grande dia!

De manhãzinha lá fomos. Encaminharam-nos para um quarto particular, onde iria depois decorrer o parto. Apresentaram-nos a parteira e a enfermeira. Muito muito simpáticas. E atenciosas. Como é normal em Portugal, pediu-se a epidural. Aqui não é comum e tentam sempre evitar, dizendo para esperar até ao último momento. Às vezes já é tarde... A maioria defende (acredita) que o parto deve ser sentido e que com estas coisas modernas não se tem a experiência do parto. Nós não fomos em conversas. E bendita medicina! A dilatação estava completa as 15h, mas as contracções não eram suficientes. Só às 20h30 se deu o grande momento. Indescritível. Seguiram-se os preparos habituais.

Durante todo este processo, médico nem vê-lo. Mas o que é facto é que ele (ela) estava lá. A diferença é que na Holanda se dá muito mais autonomia aos técnicos. E para um parto que decorre dentro da normalidade que diferença é que faz (para além dos custos muito menores)?

Na ausência de indicações em contrário, quatro horas depois do parto, mãe e recém-nascido podem ir para casa, onde os espera uma enfermeira (kraamzorgster) que irá ajudar a cuidar do bebé e da mãe na primeira semana. Desta forma substitui-se o tratamento hospitalar por um em casa, a custos muito menores para o sistema de saúde e com um nível de conforto incomparável. Além disso, tendo uma pessoa dedicada, sete horas por dia, dá um conforto e ajuda que não tem preço. É o ponto que mais destaco. No nosso caso houve lugar a internamento pelo facto de as águas terem rebentado. Infelizmente os quartos são partilhados (no novo hospital já se fica no mesmo quarto onde se tem o bebé). Chegados a casa lá estava a enfermeira à nossa espera.

Um destaque mais uma vez para o pessoal extraordinário, competente e muito simpático que nos acompanhou e de quem guardaremos para sempre uma lembrança pelo carinho que nos deram. Obrigado Relinde, Femke e Marie.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Maria Luísa!