domingo, 23 de maio de 2010

Sicília, dia III

De carro alugado, aventuramo-nos pelas caóticas ruas de Palermo. Nas estradas é mais fácil, mas não deixa de ser um desafio...

Começámos por uma visita a Monreale, uma pequena localidade nos arredores de Palermo onde se pode visitar a fabulosa Catedral, uma das mais importantes construções sacras da cultura normanda em Itália.

Dirigimo-nos depois para San Vito Lo Capo, considerada uma das mais belas praias da Sicília, frequentada maioritariamente por Sicilianos. A viagem foi longo, serpenteando pelos belos montes da ilha, espreitando aqui e ali belissimas encostas e o mar azul-turquesa. Na praia estava a decorrer um famoso festival de papagaios. Decidimos não nos demorar mais do que um par de horas.

Queríamos ir a Erice, uma famosa localidade carregada de história mas que fica no topo de um monte. Tínhamos de subir 750 metros, por uma estrada muito sinuosa. Não estávamos muito interessados em fazer o percurso inverso à noite! E assim lá fomos!

A vista lá de cima é impressionante.

A pernoita teve lugar num hotel de turismo rural recentemente renovado e rodeado de vinhas (de seu nome Baglio Cantello, para mais tarde recordar). Muito sossegado e tranquilo. E que jantar nos proporcionaram. Um verdadeiro manjar dos Deuses!

sábado, 22 de maio de 2010

Sicília, dia II

Palermo é fantástico! Começamos por uma visita (quase por acaso) aos oratórios da cidade. Magníficos! Meios perdidos, atrás de fachadas humildes ou mesmo degradadas, como que timidamente escondendo (todo o esplendor e riqueza do seu interior.

O centro histórico javascript:void(0)divide-se em quatro áreas, separadas pelas duas principais ruas. Cada uma delas com os seus encantos, riquezas, palácios ou casas humildes, edifícios renovados em todo o seu esplendor ou degradados e a cair (ou já caídos). OS mercados de rua são local de encontro de todo o tipo de pessoas. Num deles compramos cerejas, o preço dizia um euro por meio quilo. Foi o que pedimos. Demos dois euros. «Está certo, obrigado!». Mais à frente, os famosos grelhados de rua (onde o Jamie Oliver em tempos se aventurou). Que cheirinho!

É uma cidade com uma mística muito forte, um diamante em bruto e ainda aparentemente pouco explorada pelo turismo. Mas arrisco-me a dizer que tem um potencial para se tornar uma das mais belas cidades italianas.

À noite, vitória do Inter na final da Liga dos Campeões e parecia que estavamos em Milão. Assim que a coisa começou a ficar complicada (como tochas a voar) decidimos pelo sim pelo não regressar ao Hotel, não fosse o Diabo tecê-las...

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Sicília, dia I

Sem vulcões, greves ou temporais que tanto têm perturbado o tráfego aéreo nos último meses, desta vez foi a escada que teimava em não deixar o avião andar. A solução evidente parecia ser avançar o avião e deixar a escada para trás, mas a ideia demorou...

Chegados a Palermo, hospedamo-nos no Hotel Garibaldi, com excelentes críticas do Booking, num edifício belíssimo, bem decorado, mas com isolamento acústico a deixar muito a desejar. Como a malta aqui gosta muito de buzinar, a noite afigura-se pouco dada a descansos...

Pré-lua-de-mel

Aproveitando o último feriado antes do Natal (e as tréguas do vulcão), partimos hoje para a Sicília, em jeito de "pré-lua-de-mel". Os mais desprevenidos, os maliciosos ou as más-línguas poderão mesmo apelidar de "test-drive", aludindo à anunciada mudança significativa que irá ocorrer dentro de duas semanas...

terça-feira, 18 de maio de 2010

Portugal no seu "melhor"

Quase três anos depois de virmos para a Holanda, lá fomos ao Consulado. Era para ser na sexta, estava tudo combinado, ia aproveitar o facto de ser obrigado a tirar o dia. Mas não foi. O Consulado só atendia para assuntos urgentes. Ainda bem que liguei antes de ir. É que de Den Bosch a Haia ainda é um esticão.

Mas hoje fomos. Precisava de passar uma procuração. O motivo, curiosamente ainda não revelado neste blogue, é o nosso casamento, no próximo dia 5 de Junho. A procuração é para que o processo civil possa ir correndo sem demoras. Porque não tratamos disso antes? Outra história...

Mas voltemos a esta. O Consulado costumava ser em Roterdão. Dizia quem lá tinha ido que funcionava muito mal. Agora nas novas instalações esperemos que tenha melhorado.

Pelo sim pelo não liguei antes. Era o único dia que estava aberto à tarde (pasme-se, até às 17:30!). Disse que só podia chegar por volta das 16:45, torceram o nariz (imagino eu, estando ao telefone), mas pronto, que fosse que nem que não desse (o chefe já poderia ter ido embora), depois mandavam pelo correio. Chegados à hora combinada, porta fechada. Olhares desconfiados. "Já fechou". Apresentei-me, reconheceram o indivíduo que vinha de Eindhoven. Fizeram o favor de atender. "Uma procuração? Já não pode ser, o chefe já foi embora e a assinatura tem que ser no final". Indignação, frustração. Ida em vão? Pronto, desenrasca-se (porém bufava-se). "Trouxeram muito dinheiro? Não aceitamos cartão! E fotografia?". Claro que não. Então não sabiam dizer? Desenrascou-se. Bastou passar a procuração à mão (!). E afinal a fotografia não era assim tão imprescindível.

Esta história é-vos familiar? Calculo que sim. Mas para mim foi um choque. Acho que enquanto em Portugal vejo os serviços públicos a melhorar (alguns lentamente, outros mais rapidamente), aqui mudou-se simplesmente de local. Estereotipo de repartição publica de há dez ou vinte anos. Pouco abonatória para a imagem de Portugal que os emigrantes cada vez mais erradamente têm.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Dia da Rainha em Amesterdão

Arriscámos. Apesar de avisados do caos nos comboios costumeiro do Dia da Rainha. Mas algum dia tinha de ser.

Fizemos um percurso diferente da multidão, mais local. Começamos pelo sul na estação Amsterdam Zuid. Para evitar a estação central, o que se veio a revelar uma escolha sábia - não circulavam comboios na estação central porque alguns festeiros resolveram andar nas linhas. Vá-se lá saber porquê, julgaram-se comboios.

No sul muitas vendas ambulantes, típicas deste dia. Passámos pelo Vondelpark, conhecido pelas... vendas ambulantes! Mas estas predominantemente feitas por crianças (trabalho infantil? brincadeira apenas!). Giro, ganhei um quadro atirando ovos de madeira para dentro de uma soca. Terei ganho porque as regras seriam porventura falhar todos os ovos. Certo é que o quadro já cá canta e adorna a casa.

Depois, uma espreitadela aos canais apinhados de gente, quase intransitáveis.

Uma referência muito pouco honrosa para o lixo. Já sabíamos que a cidade ficava imunda. Mas o espectáculo era indescritível, indecente, surreal. E a greve dos lixeiros não explica tudo. Nem pouco mais ou menos.

O regresso foi estranhamente pacifico...

sábado, 24 de abril de 2010

Festibérico

Dois anos depois, de novo no Festibérico, o festival de cinema Português e Espanhol que se realiza a cada dois anos em Haia.

Desta vez houve só um filme, mas um filme que me surpreendeu de sobremaneira! Alice, do realizador Marco Martinsv, que esteve presente na sessão e que no final respondeu às questões da plateia. As opiniões divergiram, mas não é assim nas grandes obras? Por mim recebe nota muito positiva e fica para mim como um dos melhores filmes portugueses que já assisti. No final, rissóis, croquetes e vinho português. Oferta da Embaixada, belo gesto de apoio à organização. Da minha parte ficam também os parabéns, em especial ao Pedro Borges pela sua especial dedicação (e pela amável insistência na nossa presença!).

A RTP esteve lá para registar o momento. Fica a reportagem.