terça-feira, 18 de maio de 2010

Portugal no seu "melhor"

Quase três anos depois de virmos para a Holanda, lá fomos ao Consulado. Era para ser na sexta, estava tudo combinado, ia aproveitar o facto de ser obrigado a tirar o dia. Mas não foi. O Consulado só atendia para assuntos urgentes. Ainda bem que liguei antes de ir. É que de Den Bosch a Haia ainda é um esticão.

Mas hoje fomos. Precisava de passar uma procuração. O motivo, curiosamente ainda não revelado neste blogue, é o nosso casamento, no próximo dia 5 de Junho. A procuração é para que o processo civil possa ir correndo sem demoras. Porque não tratamos disso antes? Outra história...

Mas voltemos a esta. O Consulado costumava ser em Roterdão. Dizia quem lá tinha ido que funcionava muito mal. Agora nas novas instalações esperemos que tenha melhorado.

Pelo sim pelo não liguei antes. Era o único dia que estava aberto à tarde (pasme-se, até às 17:30!). Disse que só podia chegar por volta das 16:45, torceram o nariz (imagino eu, estando ao telefone), mas pronto, que fosse que nem que não desse (o chefe já poderia ter ido embora), depois mandavam pelo correio. Chegados à hora combinada, porta fechada. Olhares desconfiados. "Já fechou". Apresentei-me, reconheceram o indivíduo que vinha de Eindhoven. Fizeram o favor de atender. "Uma procuração? Já não pode ser, o chefe já foi embora e a assinatura tem que ser no final". Indignação, frustração. Ida em vão? Pronto, desenrasca-se (porém bufava-se). "Trouxeram muito dinheiro? Não aceitamos cartão! E fotografia?". Claro que não. Então não sabiam dizer? Desenrascou-se. Bastou passar a procuração à mão (!). E afinal a fotografia não era assim tão imprescindível.

Esta história é-vos familiar? Calculo que sim. Mas para mim foi um choque. Acho que enquanto em Portugal vejo os serviços públicos a melhorar (alguns lentamente, outros mais rapidamente), aqui mudou-se simplesmente de local. Estereotipo de repartição publica de há dez ou vinte anos. Pouco abonatória para a imagem de Portugal que os emigrantes cada vez mais erradamente têm.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Dia da Rainha em Amesterdão

Arriscámos. Apesar de avisados do caos nos comboios costumeiro do Dia da Rainha. Mas algum dia tinha de ser.

Fizemos um percurso diferente da multidão, mais local. Começamos pelo sul na estação Amsterdam Zuid. Para evitar a estação central, o que se veio a revelar uma escolha sábia - não circulavam comboios na estação central porque alguns festeiros resolveram andar nas linhas. Vá-se lá saber porquê, julgaram-se comboios.

No sul muitas vendas ambulantes, típicas deste dia. Passámos pelo Vondelpark, conhecido pelas... vendas ambulantes! Mas estas predominantemente feitas por crianças (trabalho infantil? brincadeira apenas!). Giro, ganhei um quadro atirando ovos de madeira para dentro de uma soca. Terei ganho porque as regras seriam porventura falhar todos os ovos. Certo é que o quadro já cá canta e adorna a casa.

Depois, uma espreitadela aos canais apinhados de gente, quase intransitáveis.

Uma referência muito pouco honrosa para o lixo. Já sabíamos que a cidade ficava imunda. Mas o espectáculo era indescritível, indecente, surreal. E a greve dos lixeiros não explica tudo. Nem pouco mais ou menos.

O regresso foi estranhamente pacifico...

sábado, 24 de abril de 2010

Festibérico

Dois anos depois, de novo no Festibérico, o festival de cinema Português e Espanhol que se realiza a cada dois anos em Haia.

Desta vez houve só um filme, mas um filme que me surpreendeu de sobremaneira! Alice, do realizador Marco Martinsv, que esteve presente na sessão e que no final respondeu às questões da plateia. As opiniões divergiram, mas não é assim nas grandes obras? Por mim recebe nota muito positiva e fica para mim como um dos melhores filmes portugueses que já assisti. No final, rissóis, croquetes e vinho português. Oferta da Embaixada, belo gesto de apoio à organização. Da minha parte ficam também os parabéns, em especial ao Pedro Borges pela sua especial dedicação (e pela amável insistência na nossa presença!).

A RTP esteve lá para registar o momento. Fica a reportagem.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Sogra e Tias, dia V

Nós a trabalhar. As visitas a passear. Juntos... no avião! Portugal: aqui vamos nós!

terça-feira, 30 de março de 2010

Sogra e Tias, dia IV

Nós a trabalhar, as visitas a passear. Juntos no jantar. Déjà vu? São rosas, senhor.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Sogra e Tias, dia III

Dia de trabalho para nós. De passeio para as nossas estimadas visitas. E depois veio o jantar!

domingo, 28 de março de 2010

Sogra e Tias, dia II: Amesterdão

Não podia faltar! A cidade dos canais (por vezes erroneamente apelidada por "Veneza do Norte") e das coisas que tais tem sempre de tudo para oferecer ao visitante. Cada vez que lá vou, cada recanto novo que descubro me dá mais vontade de voltar. Não é uma cidade monumental (estes contam-se pelos dedos das mãos), mas a sua atmosfera e a sua envolvência familiar, o edificado de séculos passados que com muita sabedoria (seria preciso?) foram sendo preservados, apaixona.

O tempo é que não combina... e por vezes limita! Apesar de estarmos já adiantados no ano, o que deveria corresponder a outro clima, o facto é que o frio não nos deixa descanso...