sábado, 9 de janeiro de 2010

Mara e Ricardo, dia II

Avisaram que este seria um dos fim-de-semanas mais frios do ano. Se não foi, parecia... A temperatura nem era o problema, mas sim o vento que se "entranhava"! Foi pena, porque evidentemente limita a acção quando se visita uma cidade...

De qualquer das maneiras, deu para a breve ronda pelos locais mais afamados - começámos pela praça Dam e por uma ronda pelas ruas, canais e locais circundantes, incluindo o sempre interessante Begijnhof, que nos transporta para uma atmosfera tão recatada e calma, mesmo no meio do rebuliço da cidade (um verdadeiro "mundo à parte".

Seguimos para o Museumplein para visitar o Museu van Gogh. De regresso ao centro, tempo para uma espreitadela na Red Light District.

O jantar foi em casa, preparado pelo chefe Ricardo que nos presenteou com um belíssimo festim!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Mara e Ricardo, dia I

Desvendaram-se os nomes das nossas visitas: Mara e Ricardo! Chegaram à horinha prevista ainda a tempo de um repasto - a horas pouco Católicas, é certo, e a durar até às tantas.

Amanhã: Amesterdão! Tá frio, muito frio (lá fora, claro), o tempo pregou-nos uma partida, por isso toca a agasalhar!

Visitas surpresa!

Estávamos a preparar tudo há já um mês, eu e os convidados-surpresa, e nem desconfianças... Ainda me descaí um pouco no início, mas logo corrigi.

Só na Quarta-Feira tive que dizer que teríamos visitas, mas não disse quem.

A surpresa só se revelará no aeroporto!

Serão três dias por entre as tulipas (imaginárias nesta altura do ano), moinhos, bicicletas e tudo o mais coberto por um manto branco que tarda a desaparecer. O cenário no entanto é belo e diferente e em Amesterdão os canais estão congelados, fenómeno que nunca presenciei... Amanhã será o dia.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Chegámos! Não sem histórias para contar...

Tudo corria bem, o voo de Eindhoven saiu a horas. Aparentemente, quaisquer condições meteorológicas adversas que pudessem ter impedido o voo na véspera já não se verificariam hoje, apesar de estarem -10ºC e a neve continuar exactamente igual. Mas isto é outra novela, que terá "próximos capítulos". Chegámos a Girona. Estava frio (-1ºC) mas não se sentia. O Sol é mesmo mágico (e que falta nos faz).

Fomos almoçar, decidimos ir à cidade, da qual havíamos tido boas indicações. Como estávamos de malas, não avançámos muito, apenas o suficiente para encontrarmos um bom restaurante e passarmos ali um par de horas. Com antecedência suficiente, regressámos ao aeroporto. O resto do grupo ficou, só tinha voo no dia seguinte.

E chegados ao aeroporto, mais problemas - não chegavam já? Ao despachar as malas disseram-nos que não estavam na reserva e que por isso teria de pagar €70. Tentei explicar o sucedido, que nos tinham modificado a reserva e que decerto se teriam esquecido de adicionar as malas. A senhora respondeu que não, que eu não tinha pago as malas. Expliquei de novo. Respondeu de novo o mesmo, que estava a mentir. Estava o caldo entornado. Fui falar com o superior dela que resolve o assunto em dois minutos. A senhora entrega-me os bilhetes e nem me olha na cara. Acho que valeu a bofetada de luva branca. Não está no meu género armar confusão, embora bem me apetecesse...

E mais uma vez tudo por culpa de quem? Pois claro, das fantásticas funcionárias do aeroporto de Eindhoven. Bem, mas pelo menos eram mais educadas do que esta...

E Portugal, cá estamos nós! Sãos e salvos, um pouco cansados, mas prontos para aproveitar!

E, já agora, Bom Natal e um óptimo 2010!

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Portugal: aqui vamos nós!... íamos...

Nada fazia prever o desfecho: fomos a tempo e horas para o aeroporto, não nevou o dia todo, as estradas até estavam mais limpas que na véspera. Mas o facto é que aconteceu - o voo foi cancelado. Vou relatar (para mais tarde recordar, porque agora que penso nisso até me rio!):

Como de costume, deixámos o carro na Bosch e fizemos o pequeno percurso até ao aeroporto de autocarro. Chegámos por volta das 20:00, mais de hora e meia antes da partida. Quando fomos deixar as malas, foi-nos informado que o voo acabava de ser cancelado, porque o avião proveniente to Porto (e que nos levaria de volta) não chegaria a tempo antes do fecho do aeroporto, às 23:00. Balde de água fria. Disseram-nos para nos dirigirmos para o balcão das informações, para tentar resolver o assunto. Assim foi. E assim começou a "festa". Logo ouvimos os primeiros rumores, de que haveria poucas alternativas - a Ryanair não disponibiliza voos extra e, sendo altura de Natal, os existentes estavam cheios.

Um funcionário, bem intencionado é certo, distribuiu uns papéis com números de telefone para os quais poderíamos ligar, para não termos de esperar na fila. Desconfiei. Normalmente as linhas de atendimento da Ryanair não funcionam à noite - será algum número especial? Não. Tinham já fechado, havia umas boas horas. E demorou a perceber o senhor!

Felizmente tínhamos chegado ao aeroporto na hora certa, nem demasiado cedo, nem demasiado tarde. Se fosse mais cedo, teríamos já despachado a mala e entrado no terminal - o que nos atrasaria na fila; se chegássemos mais tarde, "idem idem aspas aspas". Por isso fomos premiados com uma ida na Segunda-Feira - à noite. Melhor que nada diziam uns, bem bom, diziam outros. Pois. Mas felizmente decidimos não nos contentar com isso e, com a ajuda do meu pai, encontramos várias alternativas, com escala, e de modo que poderíamos chegar no dia seguinte. A "burra" (perdoem-me a expressão, mas não pode ser de outra forma) da funcionária (diz que) procurou via Milão, via Londres, etc. e nada. E nós, leigos, encontramos num ápice várias alternativas. Pois fui reclamar. A primeira reacção foi de que só havia um lugar via Girona. Eu respondi que tinha acabado de ver na Internet, ao que, sem mais argumentos para refutar, me ofereceram a dita alternativa. Mas não se pense que foi assim tão rápido como descrevo, nisto passaram-se umas horas!

Na fila os ânimos exaltavam-se, alguns pediam explicações de forma mais contundente, outros faziam planos alternativos - ouvi falar em carro, autocarro, comboio e até de barco, vejam só!

As funcionárias transpiravam; não estão habituadas, logo se vê, a um povo que reclama, que faz valer os seus direitos, que se "desenrasca"... Aos Holandeses bastaria dizer "não há voo", que eles pediriam o seu dinheiro de volta (o mais importante) e iriam para casa. Mas nós não - não saímos de lá enquanto não tivermos alternativas - e ironia do destino, nessa noite o aeroporto só fechou às tantas da madrugada.

Vamos amanhã, via Girona. O voo é de manhã e chegamos ao Porto a meio da tarde. No fim de contas, não chega a um dia perdido, o que não é nada mau, dadas as circunstâncias... Podemos mesmo considerar-nos privilegiados, já que além de nós, só mais duas pessoas chegarão tão cedo...

Mas desenganem-se se pensam que isto ficou por aqui... A dois amigos que conseguiram ir também por Girona (embora só no Domingo), não lhes marcaram o voo Girona-Porto. Como só se deram conta no momento do check-in (em casa), tiveram de ir a correr, esperando que o aeroporto ainda estivesse aberto. Felizmente (para eles) estava. E a funcionária (está visto que não me enganei no apelido) respondeu-lhe que pensava que só queriam ir para Girona. Enfim.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Para mais tarde recordar...

O panorama dos comboios hoje é este. A vermelho estão as estações com muitos atrasos (caos), a amarelo com alguns (mau) e a verde sem problemas (raro).

Isto tem sido assim nos últimos dias e para os próximos deve continuar. Ao que dizem, as agulhas (que permitem aos comboios a mundaça de linha) congelam e os equipamentos usados para as descongelar também congelam. Pergunto-me: como será que os outros países sobrevivem? Será que na Suiça os comboios tmbém param quando neva?...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Bicicleta--;

Mais uma que resolveu conhecer novo dono. Ficou no fim-de-semana na estação de comboios, o que se revelou fatal...